sábado, 4 de abril de 2009

um dia comum

4:05 o despertador toca, em cima da escrivaninha. eu inconscientemente levanto, desligo o aparelho e o trago para perto da cama.
4:20 ele toca de novo. eu não me dou conta e desligo novamente, dessa vez com menos esforço.
4:35 ele toca pela terceira vez.
4:50 eu me dou conta de que já é hora de levantar.
5:15 de banho tomado, viro o quarto de pernas para o ar à procura de uma roupa para vestir.
5:25 eu entro no elevador para descer. lá embaixo cumprimento o porteiro Renato que me diz "boa noite" enquanto eu digo "bom dia".
5:29 após andar 3 quadras, chego na esquina do canal 3 com a Governador e conheço o simpático rapaz que é meu companheiro de fretado. ele pergunta meu nome e se interessa sobre meu trabalho na capital.
5:30 subimos no ônibus. eu na segunda fileira, ele em algum lugar lá no fundo.
6:15 entra a última passageira, já em cubatão. o ônibus pega a estrada e eu posso finalmente dormir.
7:15 sou acordada pelas pessoas que começam a descer. ainda sem forças para abrir os olhos, preocupo-me em saber que horas são. abro uma fresta da cortina, sem conseguir identificar onde estou. vasculho a bolsa à procura do celular e sossego ao saber que ainda posso dormir uns 20 minutos.
7:20 acordo novamente, achando que já se passaram 20 minutos.
7:25 resolvo colocar o celular para despertar às 7:35 no modo vibratório, dentro do bolso.
7:40 o rapaz simpático passa por mim e desce do ônibus. descubro que ele não só mora do lado da minha casa como também trabalha na mesma avenida que eu.
7:42 o ônibus anda mais 4 quadras e me deixa na esquina da Faria Lima com a Rebouças.
7:43 atravesso o corredor de ônibus urbano e pego o cartão magnético para passar na catraca. ao entrar no edifício, cumprimento o segurança que é a cara do Kléber Pereira.
7:44 entro no elevador e olho para a pequena tv num canto da parede, que mostra notícias em frases de 5 segundos. torço para aparecer uma notícia sobre o Santos antes de chegar no 3° andar.
7:45 chego ao CRN-3 e cumprimento meus colegas, indo direto para a copa pegar um enorme copo de café preto. o Raphael do Cadastro está sentado no sofá da recepção lendo um livro sobre Psicologia e o Renato da Fiscalização está de barba feita. parece outra pessoa.
7:47 chega o louco do nutricionista fiscal Edson. grita "MANUUU MALUUUCA" e me abraça espalhafatosamente, falando sem parar, dizendo que eu não posso tomar aquilo tudo de café e quase me fazendo derrubá-lo.
7:50 chega o Thiago, colega da Fiscalização, vestindo roupa idêntica ao do meu xará Manoel, do Financeiro. este último, estudante de Matemática, faz as contas de quantas camisas cor creme cada um tem e comenta que "tecnicamente, essa coincidência deverá acontecer pelo menos uma vez por semana".
7:55 toca o celular do Renato. hora de passar o cartão de ponto.
7:59
mal chegamos no setor, o telefone da Fisc começa a tocar.
8:20 coloco uma pilha de processos com Termos de Visita vencidos e outra com Autos de Infração prontos na mesa da Dra. Lúcia.
8:25 a pilha dos TVs vencidos está de volta. começo a lançar os Termos de Notificação na planilha.
8:55 volta a pilha dos AIs já assinados para envelopar. a mesa está soterrada. não sei se continuo fazendo os TNs ou se termino logo os AIs.
9:12 os auxiliares do setor se mobilizam em busca de um processo perdido. o Lúcio me pergunta se está comigo. eu dou um ctrl+L na planilha para ver se fiz algum TN ou AI recentemente e respondo que não. ele insiste em procurar nos meus processos mesmo assim e o Renato diz que ele é muito "Rigorrosa".
9:47 alguém encontra o processo na caixa da Dra. Selma Britto.
9:53 o encarregado Alexandre, depois de um pequeno sermão sobre a importância dos encaminhamentos no sistema, diz que "Significa", enquanto come uma bala de goma.
10:12 minha colega técnica Elce lembra de alguma palavra ou frase da ex-estagiária Michely, como "ouxe", "esses bichinho" ou "beregodego". depois pergunta ao Alexandre "o que isso significa?"
11:44 o Renato pergunta "e aí, onde a gente vai almoçar hoje?". eu respondo que só almoço às 13:00. ele reclama que já está ficando com fome.
11:59 toca o telefone da Elce. é a Carol da recepção chamando-a para almoçar. ela diz que já está indo, mas ainda demora vários minutos para sair.
12:30 o Renato pega sua marmita e vai pra copa desafiar as leis supremas do CRN-3.
13:10 a Elce volta. e eu fico com preguiça de sair pra almoçar.
13:15 vou pra copa beliscar um café com bolachas. encontro a Elke por lá e a chamo de Elce por engano.
13:20 sento numa das mesinhas da recepção e divido uma coca de 600ml com o Renato. as pessoas que passam perguntam se a gente está no bar.
13:30 o Renato volta pra Fisc e eu, sem ter o que fazer, volto também, sem deixar de anunciar que ainda estou em horário de almoço.
13:45 o Alexandre anuncia que está saindo para almoçar e se despede com um "Beijosmeliga".
14:25 volto à copa para passar novamente o cartão de ponto, como se estivesse voltando do almoço, e retorno ao trabalho.
15:00 o Alexandre, já de volta do almoço, desliga uma ligação de 15 minutos e fala de novo que "Significa". E o Renato algo com a palavra "Rigorrosa".
17:02 o relógio do Windows marca 17:08. estou entretida com meus relatórios quando a Elce fala: vamos, Manu? eu respondo "vamos" e começo a distribuir post-its pela mesa, para não esquecer de continuar o serviço onde parei no dia seguinte.
17:25 subo no mesmo ônibus que me trouxe à Selva de Pedra, desta vez rumo ao litoral.
17:35 consigo finalmente me ajeitar na poltrona com as 2 almofadas que trouxe de casa.
17:40 estou quase dormindo quando um dos coordenadores resolve ligar a TV. o filme, além de horrível, é dublado e, por isso, o som tem que ser alto, senão ninguém ouve. enfiando o travesseiro na cara, revolto-me ao lembrar que no dia anterior o filme era ótimo, legendado, eu estava sem sono... e o som estava quase mudo.
17:55 sou acordada por uma ridícula cena de "ação" barulhenta, com dinossauros de videogame rugindo autistamente para o ar enquanto pessoas correm e gritam. em português.
18:40 o filme acaba e o DVD fica repetindo a musiquinha da tela inicial em loop eterno. enfio o travesseiro nos ouvidos com mais força.
19:10 o ônibus sai de um túnel. as luzes se acendem e as pessoas começam a se enfileirar para descer. o sorridente porém pessimista senhor da poltrona 10 conversa sobre as chances do Santos no Paulistão com outros passageiros, enquanto espera o ônibus parar.
19:29 desço na esquina da Conselheiro com a Glicério.
19:42 chego no Positivus, faltando 18 minutos para acabar a primeira aula do Técnico em Meio Ambiente. a Maíra mal me vê chegar e me manda um bilhetinho com alguma fofoca.
20:05 o professor de Fundamentos e Processos Industriais continua lá. a aula é dupla.
20:45 o professor demora 40 minutos para ditar UM mísero exercício de matemática, enquanto faz comentários irreverentes sobre times de futebol. quando chega na letra "C", a Maíra solta orgulhosamente: "C de Corinthians Futebol Clube". eu me mato de rir e digo a ela que ela é uma santista enrustida e não sabe.
21:00 agradeço o sinal que nos libera para o intervalo, após ficar 1 hora escutando uma explicação que provava que "9,999999999 é quase a mesma coisa que 10".
21:00 como dois salgados de R$1,60 na cantina do tiozinho português. um deles é sem graça e o outro é delicioso. lambo os dedos de molho de pimenta.
21:10 não resisto e pego também uma coca e dois chocolates. estou ficando viciada em doces de novo? culpa daquela suculenta viagem a Minas Gerais.
21:11 volto para a sala onde o professor Fernando organiza um retroprojetor para mostrar fotos repugnantes de doenças provocadas por Protozoários. Comento com a Maíra que ele me lembra o professor Alexandre de Física, do segundo colegial do Objetivo, enquanto a aula dele nos lembra as aulas do Fogaça, de Microbiologia, do terceiro colegial.
22:45 o Fernando nos libera 25 minutos mais cedo, após uma aula dinâmica e cheia de conteúdo. volto para casa inspirada a conciliar as profissões de Bióloga e profissional de Letras/Tradução, assim como ele conseguiu fazer.
22:55 chego ao meu edifício, tentando não olhar para a destruição que fizeram no saudoso Praia Sport Bar. impossível não lembrar de todos os shows de rock que assisti ali e dos amigos que fiz.
23:45 depois de organizar mal e mal a roupa pra usar no dia seguinte, caço um gato para dormir comigo e deito na cama ao contrário, de forma a olhar a praia pela janela.
0:00 ainda não consegui dormir. penso em pegar um livro pra ler, mas mudo de idéia ao lembrar que depois vou ter que levantar pra apagar a luz.
0:15 mudo de posição e me pergunto se o cantor da churrascaria da esquina nunca vai mudar de repertório.
0:20 adormeço com o ronrono aconchegante da Praliné.
...
4:05 estou sonhando com a música "Cotidiano", do Chico Buarque, quando o despertador toca de novo. quando eu tiver um smartphone vou colocar essa música pra despertar.




pronto, agora vocês já sabem o que eu tenho feito da vida. :)

sábado, 27 de dezembro de 2008

tô chegando !


é, eu tardo mas não falho.

por quê ?

porque o Rio nunca me decepciona :)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Reveillon 2009





fiz essas estampas de camiseta para usar no reveillon. sim, vou passar o reveilon longe de Santos pela primeira vez na vida.

todos os anos, a proximidade do reveillon sempre foi, pra mim, um momento de muita expectativa. mas ultimamente não tem sido mais assim. lembro que o reveillon de 2004 foi o primeiro em que eu me vi exatamente no mesmo lugar de 365 dias antes, e sentia como se só se tivesse passado um dia. daí em diante me esforcei pra me sentir empolgada com a virada do ano, mas nunca mais consegui. os anos nunca mais demoraram um ano inteiro pra passar, como acontecia até 2003 - hoje em dia sempre demoram algo parecido com um dia, e eu SEMPRE tenho a sensação de que comemorei o ano novo ontem.

dessa vez, vai ser diferente de qualquer jeito. não vou mais ver a queima de fogos do mesmo lugar, caminhar na mesma avenida, encontrar as mesmas pessoas, pular as mesmas sete ondas, voltar pra casa no mesmo horário e acordar na minha mesma cama. dessa vez, VAI ser diferente.

copacabana. zilhões de pessoas. dá até medo imaginar. rio de janeiro tem carnaval em pleno centro até o amanhecer em uma sexta-feira qualquer de julho - não precisa ser nem mesmo temporada ou feriado. EU VI !

imagina a virada do ano ? sons diferentes. pessoas diferentes. lugares diferentes. vibração diferente. é, não tem como não ser diferente.

eu não sabia o que esperar de 2009, não tinha nenhuma expectativa.
agora já sei.

vai ser um ano de renovação.

REVEILLON DOIS MIL E NOVE !

só não vou poder usar a camiseta - ao menos não a segunda. (a estampa para o evento já tinha sido escolhida quando a fiz).
a primeira estampa até dá pra adaptar para o ano que vem, mas a segunda - que aliás fiz em 5 minutos e precisa de alguns ajustes - é específica demais. trocadilhos com o nome do Rio são intermináveis, mas a chegada de 2009 nunca vai acontecer novamente.

não sou supersticiosa, só não gosto de desperdiçar certas idéias. espero que alguém pegue esse desenho e coloque numa camiseta. sério mesmo.

ah, dia 26 tô chegando.
beijosmeliguem !


PS. se não me engano, "reveillon" tem acento. só não sei em qual dos "e".

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Nhé

Então fica assim:

Quando eu viajar, vai ser aqui: http://roelzinhobasico.wordpress.com

Quando eu quiser ser engraçadinha é direto no: http://lilous.wordpress.com

E quando eu tiver meus delírios poéticos, não mostro a mais ninguém.


Adeus. Definitivamente, adeus.
:)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Olha o Sol, meu povo!

Depois de cerca de 30 dias com chuvas diárias, Rio volta aos seus Fernandabreuzísticos 40 graus.

Quanto ao casamento do Guilherme, três observações:

-Que idéia imbecil casar domingo;
-Lívia, você não pode ficar 2 meses sem uma gota de álcool e resolver entornar tudo no mesmo dia;
-Que idéia imbecil casar domingo.

Pois é, cara. Me empolguei, fiquei emocionada, feliz, e os drinks aparentemente estavam tão fraquinhos, que resolvi sair do meu jejum alcoólico. Só que eu tinha jantado uma titiquinha de nada e por mais fraca que seja a bebida, depois do sétimo copo ela começa a fazer algum efeito. Na hora é uma maravilha. Música, enfeites sendo distribuídos, todo mundo pulando, horas de conversa relembrando passado adolescente serelepe, fotos, etc.

E aí vem o dia seguinte, que normalmente é final de semana, mas nesse caso foi segunda - dia de estar às oito horas da manhã na Barra da Tijuca. Ressaca dos infernos dantescos. Não tinha ressaca há muitos anos mesmo. Em vão, tentei uma ducha gelada. Dor de cabeça, enjôo, sono incontrolável, sensação de corpo sujo, desconfiança de ainda estar bêbada, e claro, veio uma galera me sacanear com sintomas de gravidez. E a frase que martela o dia inteiro na cabeça "Pra que isso, sua idiota?"

As fotos botei no Orkut, quem quiser, chega lá.

;)

domingo, 12 de outubro de 2008

Domingueira

Hoje o Guilherme casa.
Guilherme foi a primeira pessoa que eu me aproximei quando mudei de colégio. Me ganhou da maneira mais fácil que qualquer um pode usar me ganhar: no bom humor. Primeiro dia de aula, e ele vestia uma regata preta com o desenho de um eletrocardiograma com um coração que tinha dentro o escudo do flamengo. Até então, morreu Neves. Achei brega só. Uma menina reclamou que não conseguia enxergar o que o professor escrevia no quadro. O Guilherme levantou prontamente e abraçou a pilastra, como quem arrasta um móvel. O único motivo dela não enxergar o quadro, era a pilastra, e evidentemente ela não demonstrava a menor pretensão de mudar de lugar. Eu ainda não conhecia ninguém, ri sozinha, e decidi que queria ele pra ser meu amigo.

Guilherme foi quem inaugurou a dinastia de bons, ótimos e incríveis amigos homens que eu fiz ao longo da vida.

Guilherme talvez não tenha nem noção disso. Guilherme namorou 4 anos uma escrota que eu odiava e certamente não merecia ele nem de longe. Guilherme um dia abriu os olhos e deu-lhe um pé na bunda. Mas a noiva dele é um amor de pessoa. Fico muito feliz pelo Guilherme.

Às 6 da tarde é a cerimônia. Comprei vestido novo, verde musgo. Os meus pretinhos básicos já não aguentam mais sair em fotos. E o longo azul nem convém.

É isso, acho.

Beijo na bunda, e até segunda.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Achismo

"Logo você
Que dizia saber
Não sabe
Aonde quer chegar

Olha o que fez
Perdeu-se outra vez
Não sabe
Aonde quer chegar"


domingo, 21 de setembro de 2008

"Será que você ainda pensa em mim? Será que você ainda pensa..."

Às vezes eu me questionava porque tu me querias tanto, pois parecia que simplesmente não ouvias nada do que eu falava. Bom, parecia que me querias bastante pelo menos. Isso saía da tua boca, da boca dos outros, dos teus gestos, da tua inquietude a cada esbarrão ao acaso, onde tu sempre davas um jeito de vir pro meu lado no final da noite e iniciar uma tímida conversa que sempre virava uma interminável análise sobre o passado. Um dia, a história que eu nunca quis, nem acreditei que pudesse começar a ser escrita, virou um abraço do qual eu não queria sair mais; no dia em que eu sufocava andando em círculos no labirinto dos meus dramas, e tu me seguraste os ombros, firme, e me diagnosticaste em uma frase o problema e a solução. Nesse dia, nesse exato instante, eu entreguei os pontos. Baixei os braços quase mortos, joguei fora o escudo, soltei a espada, e por mais que não tenha me explicitado verbalmente, eu te dei razão. Tu me conhecias mais do que eu imaginava, mas como? Porque pra mim, tu não me ouvias. Eu estava disposta a vestir a camisa. A tua camisa. E aconteceu, como um desfecho digno das histórias da minha vida, a única coisa que não poderia ter acontecido: tu puxaste a cadeira pra eu sentar, mas puxaste o tapete também. De que adianta? Acho que eu nunca vou entender o porquê. Assim como não entendi essa semana tu teres me vindo tão forte nas lembranças. Passou tempo, passou é gente depois de ti. Esqueci tua voz e como eram teus toques. Me apaixonei depois de ti. Mas hoje quem me faz escrever és tu. Talvez eu só precisasse externar, dizer isso tudo, pra que voltasses pro baú empoeirado das coisas que eram pra ter sido mas não foram, e nunca mais serão.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

H2O e gravidade.

Gotas grossas que quase machucam os vidros. Da janela, dos carros, dos óculos de quem usa. E nessa horas eu sempre lembro de uma música que eu descobri uns 3 ou 4 anos atrás quando fui com a Claudinha numa roda de poesia na Lapa. Se apresentou uma cantora, Sandra Grego, e ela cantou uma música chamada "Chove", que sabe-se lá porque mexeu muito comigo. E mexe agora novamente.

Agora tô ouvindo(é, achei o myspace da mulé e baixei a música).

Fica a letra, e abaixo o endereço pra quem quiser ir lá ouvir. :)

Chove um absurdo em cada pingo d´agua
Chove um estilhaço em cada gota amarga
Chove sobre o crânio
Chove sobre a cor azul do mar

Move-se uma pedra, um inseto, um céu
Move-se uma planta, uma idéia, um véu
Algo se quebrou, não sei mais o que se quebrará

Faço uma oração aos deuses momentâneos
Perdi a noção de quando e onde estamos
Algo se perdeu e os achados não são meus

Pra quem quer voar as pétalas e as plumas são de chumbo
E eu não vejo nada, nada no horizonte do possível
Talvez ali no impossível
Não precise dizer adeus
Não precise dizer adeus


http://www.myspace.com/sandragrego

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Cu.

Ok.

Eu ia pra Ilha Grande amanhã, eu IA.

A previsão do tempo muda, mas mesmo assim eu IA.
Aquela gripe queria me pegar, mas mesmo assim eu IA.
Daí a gripe resolve deixar de ser gripe e vira uma INFECÇÃO NAS VIAS AÉREAS SUPERIORES. (parece coisa de avião né, caos nos aeroportos, etc)

PORRA, ANTICORPOS, QUAL É?
Já não bastava o piripaque alimentar?

Olho arde e parece que vai pular da cara, cabeça latejando, estômago embrulhado, ouvido entupido...

Voltei 22:00 da aula dirigindo a 12km/h na ponte, pedindo aos orixás que não me deixassem dormir no volante...vou pro hospital, tomo cortisona, por causa da cortisona não posso tomar vacina da rubéola no dia seguinte, e ainda tenho que ouvir gracinha da médica: NADA DE ENGRAVIDAR POR UM MÊS, HEIN?

Daí deixo de viajar, NA VÉSPERA, daí as pessoas que iam comigo ficam putas porque não conehcem Palmas e eu seria meio que a "guia", e eu fico puta que elas ficaram putas, PORRA TÔ DOENTE CARALHO, não tive culpa.

Enfim.
:(
Saco.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Corujão

Pô, tava cansada à vera. Apaguei 8 da noite. Conseqüentemente, (trema vai cair hein minha gente, aproveita enquanto ainda pode usar ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨ ¨) acordo agora, elétrica, 4 da manhã.

Bem, o episódio das das loucas copiadeiras terminou com trilha sonora de Shaggy - Wasn't me.

As duas, repito, as duas deram a mesmíssima desculpa loroteira. Primeiro apagaram as evidências do crime, e depois me escreveram dizendo coisas como "Onde está? Não estou achando? Mas olha de todo modo, desculpa, alguém tempos atrás andou roubando minha senha e fazendo coisas pra me sacanear, pode ter sido essa pessoa".

Será que são amigas? Do meu ex? auehuheuheuhauheueh

Enfim, Pinóquios à parte, tá tudo voltando ao normal. Até mesmo os quilinhos que ganhei na viagem, já se foram. Comi algo ruim aí na rua esses dias, me esvaí em vômito, passei 2 dias na cama agonizando cheia de dor de estômago. Mas nada como dois piriris ao ano pra manter a silhueta, não é verdade? (Bulímica mode: [OFF].)

E dando continuidade à série "coisas irrelevantes e interessantes que você aprende quando estuda Letras"...sabia que o certo é maNemolência e não maLemolência?
Mas é daquelas palavras que a variante popular é tão avassaladoramente forte e difundida que provavelmente já será modificada em ortografia oficial.

Fui até agora no Google ver se achava alguma explicaçãozinha sobre isso e tem essa aqui nesse endereço

Dica do co-worker Minhoca: a palavra "Malemolência" não existe. A grafia correta é "Manemolência", com "n". A etimologia da palavra vem de "Mané-Mole".


Mudei sua vida agora, ahn?

Cantora Céu que se cuide com o seu grande sucesso!
:p

Bezu bezu

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Quero ser Lívia Lins.

Hoje é só desabafo.
Eu tô tão chateada.
Sem querer descobri uma pessoa que roubou milhões de depoimentos que eu mandei pros meus amigos e mandou pros próprios amigos e namorado. oO
Ok, estranho, pessoa doida, avisei, ela apagou, disse que foi por conta de um roubo de senha no orkut dela (ataques de tosse), que não foi ela, beleza.

Daí isso ficou martelando na cabeça. Porque não era a primeira vez que tomavam o crédito de escritos meus. Já rolou duas vezes em blogs, deixei aviso, e ambos meses depois estavam desativados.

Sei que me deu um estalo, comecei a colocoar trechos das minhas poesias no google.

Descobri uma maluca psicopata que me copia há cerca de 3 anos (ou mais, vai saber). Clonou um fotolog meu quase INTEIRO (fotos e textos), manda meus textos pros namorados (um a cada semana) horrorosos dela. Não sei como, ela achou o BR-101. Tem caralhadas de textos daqui lá também. Até os diálogos do msn que eu reproduzo, ela copia e colocava o nome dela no lugar do meu. ATÉ FOTO DA TINA, MINHA CACHORRA, ela copiou e postou como se fosse dela. Minhas viagens pra Ilha Grande, tudo. Completamente doente.
Me deu raiva, fúria, até medo dessa doida, pena, revolta. Me senti despida, invadida.
Mais de 30 textos.

Quem quiser ver...
http://flog.festanet.com.br/rcaldonazzi/?id=5330730

De cara, já dá pra ver a foto do dia 01/11/2007. Sou eu sentada na pedra, em Ilha Grande. O texto do dia 16/11/07, é meu, foi postado aqui, nesse blog, no dia 15/11/07. (ela começou a se priofissionalizar nas cópias, esse foi logo no dia seguinte).

Se voltar nos primeiros arquivos dela, a segunda foto já fui eu quem tirou.

Esse fotolog era "secreto", mas agora foda-se. www.fotolog.net/raio_x
Vejam os arquivos de 2004, e principalmente de março de 2005. Tudo copiado, roubado.

Sabe, eu adoraria saber desenhar, pintar. Mas não sei. Aceito bem e vivo feliz com (quer dizer, sem) isso. Por que essas doidas não podem assumir que não são capazes de escrever aqueles textos? Por que isso, porque um ato tão feio, covarde, vil e desrespeitoso desse?

Todas as minhas vivências, meus amores, meus momentos, foram tomados sem que ninguém me comunicasse ou pedisse.

E vi até elogios para elas "nossa, como você escreve bem".

Isso me consumiu, me chateou, assumo. Assumo mesmo, falei. Tem uma porrada de coisa boa acontecendo na minha vida, e parabéns suas loucas, conseguiram tirar um pouco do meu gás.

Mas o que elas não sabiam é que eu já tenho o direito legal sobre todos esses textos há tempos, e agora, me questiono se vale a dor de cabeça de brigar na justiça, ou se só a humilhação e vergonha que elas passarão quando eu explanar (ainda mais) tudo isso já serve como lição.

O que vocês acham?

Opinem por favor, preciso.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pois é

Eu tava quase quase me inscrevendo numa pós-graduação da Estácio quando meus olhos gritam.


FOI TRISTE :(

sábado, 23 de agosto de 2008

Coerência

A palavra surgiu pela necessidade do homem de se comunicar.
Com o tempo, ele percebeu que a palavra se abria num infinito leque de posibilidades. Poderia trazer aconchego, alegria, informações, uniões, etc. Depois descobriu-se também que a palavra é arma. Fere-se e criam-se verdadeiras guerras com palavras.

Mas independente disso tudo, a palavra que sai da minha boca é a expressão máxima e condensada de tudo aquilo que me forma. É minha projeção, forma de apresentação, elo com o outro. O mesmo vale pra você. Sua palavra é você. Quando você falta com sua palavra, desonra a si mesmo. Deixa de ser digno de confiar em si mesmo.

Eu acho que todo ano tem a uma "moral da história". Algum aspecto de aprendizagem se torna mais forte e evidente que outros, eu entendo o recadinho da vida, e trabalho nisso. E 2008 é palavra.

Meu estudo é palavra pura, meu trabalho é palavra ao extremo, e a quantidade de gente que não sabe exatamente o que significa palavra ao meu redor cresceu assombrosa e desproporcionalmente a cada dia desde que esse ano começou.

No começo não entendi direito, depois me espantei, depois esperei um pouco pra ver se não era exagero meu...mas nada. E aí a minha paciência foi pro caralho.

Porque cara, eu simplesmente parto do princípio que sou mentalmente sadia e convivo com pessoas assim também. Portanto, se você diz que vai fazer algo, eu acredito. Afinal, você se acha digno de confiança, não acha? Pois é, eu também te acho digno de confiança. Então, se você nao faz, eu fico puta, porque eu te considero e me preparei para que aquilo ocorrese. Só que o limite de todo mundo uma hora chega e o meu tardiamente chegou.

Daí quando o leãozinho resolve acordar é uma confusão, né minha gente. Ouvi de tudo esse ano. Até que eu tinha REGRAS de convivência e quem não cumprisse isso eu riscava da minha vida. (e ouvi de mais de uma pessoa!)

Pe-peraí. VOCÊ planta a expectativa dentro de mim, VOCÊ não cumpre e agora eu tenho regras? A única coisa que eu espero é que você seja coerente ou procure um neurologista pra tratar da amnésia.

Se vai sair correndo antes da música começar, por favor, não me puxe pra dançar.

Palavra dita é filho que não volta pra casa nunca mais. Portanto, prepare-a muito bem antes de soltá-la ao mundo.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Random

-Olha só, eu ODIEI aquele viadinho que apareceu no seu vídeo. Odiei.
-Mas por que, coitado?
-Por que EU sou o seu viadinho!
-AAAAAAAAAAAAH, LINDO!

*abraço*

domingo, 17 de agosto de 2008

EMOÇÕES

mano, essa semana tá foda.

cielo chorando no pódio me contagiou.

diego hypolito chorando e pedindo desculpas pra nação brasileira que colocou esperanças nele... também.

e por falar em esperanças, o santos tá me matando. 1x0 pro flamengo nos primeiros 4 minutos de jogo. eu sem poder acompanhar, fico sabendo de alguma forma que o maikon leite, revelação do ano e minha maior esperança, se lesionou gravemente.

provavelmente um mês sem jogar, assim como molina e fábio costa, que também saíram do campo chorando em jogos anteriores.

fiquei triste pacaralho. maikon leite era um dos poucos do time que REALMENTE tava empenhado em dar o sangue pra tirar a gente dessa situação.

eu nunca sofro por futebol. futebol pra mim é fonte de diversão. se o meu time não me dá alegrias, eu me divirto zoando o dos outros quando perdem e pronto. o sport tirando a copa do brasil do corinthians, o lanterna do campeonato mexicano vencendo o flamengo por 3x0 em pleno maracanã e o fluminense tirando o título de vice-campeão da libertadores do vasco são exemplos disso, só pra citar o ano de 2008.

mas seres humanos sim, me fazem chorar. se até filmes piegas fazem, por que um atleta de verdade não me contagiaria com a emoção da sua luta ? césar cielo me contagiou pela sua vitória e diego hypólito pelo seu fracasso. da mesma forma, maikon leite havia me contagiado com sua esperança e força de vontade, mas agora com essa tragédia (nessa altura do campeonato, perder aquele cujo nome mais faz nossos olhos brilharem quando lemos a lista de escalação é uma tragédia) senti que tudo estava perdido.

- fudeu tudo.

por um momento parei de acreditar em zica e me perguntei se isso tudo que tá acontecendo com o santos não seria destino.

juro que entreguei os pontos. não desisti de torcer, mas desisti de acreditar. falei "ok, agora caímos". me conformei com a segundona. me preparei para as zuações dos antis e para eventualmente ver camisetas na rua parodiando a campanha "time da virada" com os dizeres "santos, o time da piada" ou algo do gênero, assim como fizeram com o curintia. me convenci da derrota, me resignei, fechei a página do globoesporte e... ouvi um grito de gol.

vinha do bar aqui do lado. e em santos não tem flamenguista.

Maikon Leite :/ disse:
acabou
santos caiu
fudeu tudo
Raphs disse:
loll
Maikon Leite :/ disse:
é quente.
agora eu acredito
*
Raphs diz:
empatou
Maikon Leite :/ diz:
GOL
PUTA QUE O PARIU
FOI SÓ EU PENSAR
"ME CONFORMEI COM A SEGUNDONA"
que

santos empata com o flamengo ainda no primeiro tempo. no segundo, faz mais um, virando o jogo. e eu, incorrigível, volto a me iludir.

nesse exato momento, eu conversava com um são paulino sobre o gol impedido do grêmio, num jogo do mesmo horário:

Ingo diz:
um roubo, veja só!!!
Maikon Leite :/ diz:
HUAEHAUEHAUEHAUEHAUHEAUEHAUEHAUHEUAEHUAHEUAHEAUHEAUH
Ingo diz:
perea impedido!!!!
Maikon Leite :/ diz:
e o andré lima, nunca faz gol impedido ?
Ingo diz:
mas ele não fez gol impedido CONTRA o São Paulo.
Maikon Leite :/ diz:
HAUEHAUEHAUEHAUEHAUEHAUHea
Ingo diz:
aí pode.
tás falando isso só porque o santos tá caindo pela tabela...
ão ão ão, segunda divisão.
Maikon Leite :/ diz:
GOOOOOOOOOOOOOL DO SANTOS
HAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHA
Ingo diz:
grande merda, continuam fodidos
Maikon Leite :/ diz:
SANTOS, O TIME DA VIRADA
SANTOS O TIME DO AMOR
Ingo diz:
legal.
vão s e amar na segundona.
a torcida vai amar ver jogos como Picos-PI x Santos
etc
Maikon Leite :/ diz:
OK
CONTINUE FALANDO
REPARE QUE A SUA ZICA TÁ DANDO SORTE ;D

briga na torcida do flamengo. eu SABIA que se fosse na vila correria o risco de presenciar tretas. mas se eu fosse na vila talvez não tivesse tantas emoções quanto aqui no computador. eu não poderia zoar os antis nem ler notícias em tempo real sobre a contusão do maikon leite, por exemplo. não, eu não levo radinho de pilha pro estádio.

aliás, neste exato momento escrevo este post enquanto assisto o jogo online (com delay de apenas alguns segundos) pelo http://pt-br.justin.tv/santosfcworld . o jogo ainda não terminou, mas tenho certeza que alguma emoção ainda vai me trazer. não é pra isso que serve o esporte ?


na vida de um torcedor otário, duas coisas podem acontecer: ou ele vai ver o pelé, ou ele vai se conformar. frase inspirada num vídeo foda do nuno boggiss (e qual não é?)



UPDATE: as más línguas dizem que maikon leite ficará de 6 a 8 meses sem jogar. estou de luto pelo futebol santista. ah, pra completar, o flamengo empatou. final: 2x2.


18/08
UPDATE (2):
este vídeo (encnotrado no blog casa da gabi , que eu acompanho meio que às escondidas) me fez chorar pela terceira vez nos últimos quatro dias. só que dessa vez foram litros de lágrimas e soluços comprimidos e condensados, incomparáveis com a emoção que qualquer vídeo sem felinos possa me trazer.



obs:. seja qual for a musiquinha de fundo, desconsiderem-na. meu computador não tem som.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A descoberta da semana

Gente. Por favor...

Cada link é uma surpresa, vejam alguns e depois naveguem sozinhos:

Competências pessoais:
http://www.mtecbo.gov.br/busca/competencias.asp?codigo=5198

Áreas de atividades:
http://www.mtecbo.gov.br/busca/gac.asp?codigo=5198

Recursos de trabalho
http://www.mtecbo.gov.br/busca/recursos.asp?codigo=5198

domingo, 10 de agosto de 2008

Enfim, de volta à Cidade Maravilhosa

Meus pais no aeroporto. Minha mãe ao me ver dizendo pra uma outra mulher ao lado dela: "É ela, é ela!" Almoço comemorativo da minha volta. Salmão, camarão, pudiiiiiim de leite. Dia dos pais! Avô me abraça como nunca tinha me abrçado nesses agora 26 anos de vida. Meu quarto, meu canto, minhas coisinhas que eu não sabia que amava tanto.

Rio me recebe da melhor maneira possível. Chuva fina, cheiro de pedra e terra molhada. (Nenhuma chuva no mundo cheira melhor que a do Rio.)

Tina me lambendo a cara toda por pelo menos 20 minutos. Banho, caminha, meu edredon preferido. Pingo vindo correndo se enroscar e dormir no meio das minhas pernas.

Cheguei. Voltei de umas das melhores e mais importantes experiências da minha vida. Um mês que valeu por...1 mês. Sem tirar nem pôr. (Lembrei do Tim Maia dizendo que estava de dieta e em um mês já tinha perdido 30 dias)

Um mês intenso, novo, mágico de estudo, farra e paz. Hoje tenho um sentido a mais. Eu vejo, ouço, escuto, tateio, provo e agora a minha pele toda tem a capacidade de absorver informações. Meu corpo inteiro é receptor e recipiente.

Pra contar tudo, eu fiz um blog edição especial! hahaha
http://rolezinhobasico.wordpress.com

E ele continuará, já que eu sou viciada em viagem mesmo...semana que vem começo a falar das viagens que já fiz esse ano, das outras que fiz a vida toda, e das próximas que farei!
:D

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Laços entre Nós

Eu adoro criar laços com as pessoas.
Mas são laços, e não nós.

Um laço é singelo, ornamental e poético. Fácil de apertar ou de afrouxar; até mesmo de desmanchar.
O nó é cego, sisudo, egoísta e controlador. Não se molda a você, mas faz você se moldar a ele. Limita sua respiração, seus movimentos, seu ir e vir.

O laço é desenvolto, é quase um cúmplice. Te acompanha onde for e te deixa ir sem rancor. O laço te deixa crescer, não te censura, não te deixa mágoas nem marcas na pele. Não prende a sua circulação.

Já o nó é violento, dramático, apegado e dependente.

Desfazer um laço é simples: basta a um dos lados se esgueirar de mansinho, puxar o que é seu para junto de si e, à guisa de adeus, escorregar para longe dali.

Desfazer o nó cego é uma coisa mais complicada.
Só cortando, arrebentando ou gastando muita unha, ou uma lâmina afiada.
Na falta de coragem para cortar a relação de vez, também se pode cutucar, com um espeto, agulha ou intriga bem pontuda, no meio do coração do nó; desfiando aos poucos suas fibras, rompendo dissimuladamente, como água mole dissolve pedra dura, as amarras mais profundas.
Tudo isso não sem desgaste, sem feridas nem sem cada parte
sentindo ao sair dali que falta um pedaço de si.

Para refazer um laço perdido é fácil, basta querer.
Refazer o nó que é complicado, se depois de partidas, as duas partes
já não se alcançarem devido a um pedaço perdido de sua individualidade.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Facilitando...

Gente, quer fazer o favor de favoritar nosso blog?
Já é a segunda vez que vou no Webstats e na seção "How do people come to my site" vejo uma busca específica no Google. O primeiro foi "blog Livia Lins Rio". O segundo "caiçara carioca manu livia". Preguiçosos!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Dicas da noite carioca.

Saí.
Uns 2 meses de clausura da vida noturna, e esse final de semana saí.
Sexta, Bukowski.
Recomendadíssima. Já é o terceiro endereço que a casa tem. Esse é certamente melhor que o segundo, porém, duro de competir com o primeiro. E não conhecia esse ainda. Adorei, adorei, adorei.
Música boa, o bom e velho RÓQUENROU, sem aquela coisa excessivamente indie que é a Matriz. Faixa etária óóóótema também, da minha pra cima. Me diverti baldes, pulei dancei, cantei, fui fagocitada por um grupo muito gente boa, enfim. Um tipo de diversão que achei que não teria mais.

Acordei super bem, peguei um resto de sol em Ipanema, estudei, e à noite me aventurei onde vergonhosmente ainda não conhecia: Feira dos Paraíbas.

A-DO-REI! ! !

Uma breve explicação aos não-cariocas: há muitos anos ocorre uma feira de tradições nordestinas em São Cristóvão. O nome teve uma origem até preconceituosa, uma vez que "paraíba" é uma expressão caricoa equivalente à "baianada" usada em São Paulo e a "chinelagem" do Sul, ou seja: farofada, gente mal educada, que por algum motivo que desconheço era associado ao imigrante nordestino. Enfim, o negócio começou a virar moda, ser cult, dar gringo, passou a ser freqüentado por outras pessoas sem ser só a "ralé", e aí a prefeitura decidiu investir. Transformaram aquilo então no Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. (o site demora a carregar mesmo, mas as cortininhas abrem, eu juro!)

Entrada 1 real, comida e bebida boas, baratas e em grande quantidade. Tudo muito limpinho e organizado.
Gente simples, que se diverte muito com bem pouco. Forrozinho raiz em alguns palcos, e forrós "modernos", daqueles que são traduções de músicas internacionais em outros. Dancei quadrilha e fugi dela quando começou a ficar muito complexa. Olhei muito, pensei muito e falei pouco sobre o que aquilo tudo me fez enxergar. Quem sabe um dia consiga transcrever todas as reflexões que tive. Até tenho um episódio pra contar, mas fica pro próximo post.

Por ora, seguem fotinhos. São todas da Cris!








" Cuidado com o seu aparelho celular pra não cai no vazo (sic)
Você perde o aparelho e me dá um gramde(sic) trabalho para desentupir o vaso
Obrigado. "














Não disse que era tudo baratinho? Principalmente o "AIMPIM"! :p









Então tá. Beijo na bunda e até Segunda.

domingo, 22 de junho de 2008

O último livro

Na minha família sempre se leu muito. Meu tio Eduardo (falecido) era uma traça, escrevia poesias, minha mãe além de psicóloga é formada em Letras, e meus avós, bem...meu avós sempre tiveram muito bom gosto. A cada novo livro que preciso ler pra faculdade, recorro à estantezona e já achei muito do que precisava lá.

Esses dias procurei de Graciliano Ramos, São Bernardo. Minha mãe jurava que tinha. Olhei a estantezona, a estantezinha, uns perdidos no meu quarto, no quarto do meu avô e nada.
E aí eu achei. Na verdade minha mãe que achou.

-Ih, olha, Lya Luft, você que gosta dela. - e estendeu o livro vermelho na minha direção.

É, eu gosto, na verdade só li dois livros dela, ambos encontrados também na estante, e eles lá estavam porque quem gostava mesmo era a minha avó. Ih, lá vem ela falar de novo da avó...Ah, eu sou louca pela minha vó, gente. Ou era? Essa coisa de morte confunde meus tempos verbais.

Mas enfim, minha avó gosta(va?) demais de Lya Luft. Me chamou a atenção por parecer uma edição recente. Abri. Caligrafia dela. Tereza Gama, Julho de 2004.
Dois mil e quatro.
Dois mil e quatro foi o ano em que Tereza Gama morreu, em dezembro.
Ou seja, 6 meses antes de morrer, ela comprou um livro, e eu que já lamentei tanto dela não ter visto o último capítulo da novela que acompanhava assiduamente, agora me consumo em mais essa dúvida. Será que ela conseguiu terminar o livro? Começou mesmo a ler em Julho? Começou a ler? Será que leu tudo de uma vez, será que leu algumas páginas e deixou de lado, será que queria reler?
"Pensar é transgredir", o livro, talvez o último que ela tenha lido na vida, e eu acho que foi mesmo, está aqui agora no meu colo, e eu me pergunto se vou ter coragem de ler.

Por que não teria, afinal, já li os outros dois, não é? Mas os outros dois eu sei que ela acabou, os outros dois datam de fevereiro 1988, e estão com a letra do meu avô, certamente deu os outros dois de presente de uma vez.

Em fevereiro de 1988 eu acho que nem imaginava que avó podia morrer. Tereza Gama, Julho de 2004, 2004 sublinhado. Presságio?

Não achei Graciliano em casa, achei no Sebo. Ele é o da vez. O próximo da fila, ah..
Ah eu não sei.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Tudo começou...

Uns 3 dias atrás quando fui procurar uma amiga no meu Orkut pra deixar recado.
Não achei pelo nome, tive que catar na listagem geral.
Comecei a ver tanta gente inútil, gente que eu não sabia quem era, gente que perdi contato, gente que é boazinha mas também não falo há eras, gente que estudou comigo em 1988, me adicionou e nunca deixou uma linha escrita, ENFIM. Apaguei. Alguns. E outros. E mais uns..
Quando vi já tinha apagado umas 120 pessoas.

Tracei uma meta: "por um Orkut com 100 pessoas". Pra quê mais que isso? Se eu fizesse uma festa na minha casa não iam caber nem 50. Que complexo de Roberto Carlos esse povo tem! Eu quero ter um milhão de amigos...

É que às vezes a gente precisa mesmo rodar meio mundo pra entender verdadeiramente o clichê "poucos e bons".


Beijocas em suas testas.

(Indo dormir feliz porque já vi na previsão amanhã não vai passar de 24 graus! :p)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Atendendo a pedidos...carioca na área!

Tá, não abandonarei Manu sozinha de vez! Ainda mais que ela melhorou o visu aqui.
:D

Então.

Sempre achei muito curioso quando via esses gringos que vêm pro Brasil e simplesmente não voltam pro seu lugar de origem. Diziam que se encontraram, que aqui é o lugar deles, e eu pensava "Mas como assim? Como algum lugar pode te envolver a tal ponto de romper a ligação com todos os seus anos de vida anteriores?".

Até que aconteceu comigo. Tá, não foi tão longe assim...

Eu sempre gostei, mas hoje eu sou enloquecidamente apaixonada por Niterói.

Quando vem visita de fora, eu levo pra passear em Niterói.
O pôr do Sol mais lindo é em Niteroi.
Tudo me dá paz e eu me sinto fazendo parte de casa pedacinho de asfalto, de cada folhinha de árvore, de cada gota salgada como NUNCA senti no Rio.

Às vezes as meninas da UFF me sequestram por lá, passo finais de semana, e a vontade de voltar é zero.
Eu não tenho uma lembrança que não seja boa de Niterói.

Sempre achei que amava o Rio. Ok, pode ser que eu amasse, ou ame ainda.
Mas a questão é: o Rio não me ama.
Ou ama muito discretamente.

Eu amo Niterói, e Niterói me ama. É recíproco, é descarado e é nessa cidade que eu quero escrever o meu final "e viveu feliz para sempre."

"Ah, mas Niterói é aqui do lado, nem parece que é outra cidade, você vai vir ao Rio sempre!"

Não.
Eu quero ir pra Niterói e esquecer do Rio.

Se Niterói fosse na África, eu ia.

domingo, 8 de junho de 2008

"ah, seria tão bom... se eu morasse no são bento, na savassi, no anchieta ou no sion" (LEE, vander)

conhecer lugares novos é bom, mas é triste.

conhecer pessoas incríveis, cidades encantadoras e experimentar estilos de vida sensacionais é ótimo, mas é triste.

porque dá saudade.

uma fucking maldita saudade, depois que a gente volta pra casa.

e você vai pra BH e conhece um monte de gente que veio de vários outros lugares do brasil e também estão lá pela primeira vez, e você faz amizade com essas pessoas e desvenda a cidade e os nativos junto com elas, e você ouve essas pessoas contarem das cidades delas e fica com vontade de conhecer aquelas cidades também.

e fica com vontade de conhecer o brasil todo, e o mundo todo. e você sabe que, se conhecer, também vai se apaixonar por cada uma dessas cidades. tanto quanto se apaixonou por BH. tanto quanto se apaixonou pelo RJ há um ano atrás.

sim, fez um ano, no dia 18 último, a minha primeira viagem sozinha pra fora do estado. e eu comemorei repetindo a dose. no dia 20 embarquei para Belo Horizonte e minha vida mudou mais um pouquinho desde então.

resolvi que nunca mais vou pensar em fazer festas de aniversário. (elas nunca saem como a gente quer mesmo.) vou é viajar, todo ano, no mês de maio, no feriado de corpus christi, pra um lugar diferente. quando eu voltar, comemoro junto aos meus da forma mais simples: cada um me paga uma cerveja e fica todo mundo contente. eu fico bêbada e meus amigos fazem meu dia mais feliz sem gastar muito. =D


mas voltando à fucking maldita saudade.

eu sei que se passar muito tempo longe de santos fico com saudade daqui. mas se eu ficar aqui (nem precisa ser muito tempo) também sinto falta daqueles amigos que moram longe, dos climas de outras cidades, dos lugares que conheci, dos ambientes, das paisagens, dos sotaques, dos nomes das ruas, dos costumes do povo.

e sei que em qualquer lugar que eu more eu vou sentir saudade de todos os outros lugares que conheço.
e isso é MUITO triste.

onde quer que eu esteja, vou sentir saudade do mirante do leblon no rio de janeiro num fim de tarde com um negão tocando cavaquinho e água de coco a 3 reais. do caminho niemeyer em niterói num domingo ensolarado andando a pé das barcas do centro até charitas e voltando de ônibus. do pôr-da-lua cheia às 5 da manhã refletindo no mar em santos, da minha janela ou do banquinho da praia. dos botecos de BH, aaaaah, os botecos de BH.

e da estrada, seja ela qual for, que sempre me leva a algum lugar diferente da mesmice.

e as pessoas? queria que todas as pessoas que eu gosto fossem meus vizinhos. ou melhor, queria ser vizinha de todos eles, em cada um dos lugarzinhos que eles moram. porque as pessoas são moldadas pelo meio, e se todas elas morassem no mesmo lugar, não teriam aquelas peculiaridades características de suas regiões.

a empolgação dos mineiros que não hesitam em emendar um boteco com uma balada e depois ir pra outro boteco e esticar pra mais um boteco e boteco e boteco e boteco. e o fanatismo deles por futebol, e a hospitalidade daquele povo e o jeitinho encantador de eles falarem. NUSSS!

os cariocas que sempre me surpreendem. e eu já falei tanto deles nesse blog que acho que não precisa mais.

os paulistas, que FALAM MINHA LÍNGUA, MEU!

os curitibanos, que "são muito educados, simpáticos e escolhem bem as palavras", segundo fernando caruso (comédia em pé).

os carismáticos nordestinos que falam cantando, e eu ainda vou conhecer cada um daqueles estados pra aprender a diferenciar os sotaques.

os gringos que vêm pra cá, se apaixonam e querem virar brasileiros; que têm tanto a aprender e ensinar pra gente.

sem falar naqueles nossos familiares e amigos de infância que vão embora pro exterior achando que é só um intercâmbio e, quando a gente vê, já estão morando lá longe com uma nova família, novos amigos, nova vida. canadá, austrália, europa, oriente, saudade.

saudade e mais saudade. de tudo o que eu já vi e do que ainda tenho por ver, e que sei que também vou sentir saudade um dia. isso mesmo: saudade por antecipação, saudade do futuro; mas também saudade do presente: daquilo que ainda tá fresquinho na memória e meu coração pede mais, antes que escorregue por entre os dedos e se torne passado de vez.



queria que o mundo fosse menor. que coubesse tudo o que tem de bom num lugar que meus braços pudessem abraçar. como quem abraça um bichinho de pelúcia antes de dormir.

ou então que eu pudesse ir pra qualquer lugar do mundo a uma velocidade super-sônica sem gastar muito. aí sim, ficaria fácil, fácil ser feliz.